Due Diligence Before Price
O método em resumo
Esta página explica, sem segredos, como uma empresa chega à watchlist e como medimos o que acontece depois. Aplica-se da mesma maneira a todas as empresas.
1. Primeiro o negócio, depois o preço
O método chama-se «Due Diligence Before Price». Começa por perguntar se o negócio é bom, sem olhar à cotação: uma triagem (litígios, dependência de poucos clientes ou fornecedores, dívida a vencer, gestão, previsões da própria empresa, compras e vendas de quem manda, diluição dos acionistas) e, para quem passa, uma análise fundamental completa em nove pontos. Quem não passa fica de fora, por mais baixo que esteja o preço.
2. A leitura de preço, só depois
Só uma empresa aprovada no negócio chega aqui. A pergunta faz-se ao contrário do costume: em vez de estimar quanto vale a empresa, perguntamos que crescimento do dinheiro que lhe sobra por ação (depois de pagar o investimento e a remuneração em ações) o preço de hoje está a pedir durante os próximos dez anos, e comparamos com o que a empresa já fez e com o que é plausível esperar. Há cinco graus; só os dois primeiros entram na watchlist:
Seleção Ouro — o preço pede à empresa claramente menos do que ela costuma entregar.
Seleção Prata — o preço pede aproximadamente o que ela costuma entregar.
Os restantes graus (o preço pede mais do que a empresa costuma entregar) ficam de fora, mesmo sendo bons negócios.
3. Tendência de longo prazo
Exigimos que a tendência de longo prazo do preço não esteja contra a empresa (a média de 50 semanas acima da de 200 semanas). Não procuramos o melhor momento: só evitamos empresas em queda prolongada.
4. A simulação dos 1 000 €
No dia em que uma empresa é selecionada, simulamos o investimento de 1 000 € nela, ao preço de fecho desse dia (o «preço de referência»). Não são operações reais. Todas as empresas pesam o mesmo, e o resultado de cada uma, e o da média, compara-se com os índices (S&P 500, Nasdaq, Dow Jones e STOXX 600) no mesmo período, como se os mesmos 1 000 € tivessem ido para cada índice nesse dia.
Além do retorno desde a seleção, mostramos o acumulado dia a dia (TWR, do inglês time-weighted return, retorno ponderado no tempo). É a medida que os fundos usam para avaliar uma gestão: encadeia o retorno de cada dia, como se, todos os dias, se pusesse o mesmo valor em cada empresa da lista, e por isso não depende de quando cada empresa entrou nem de quanto dinheiro estava investido. Mede o método, não a sorte do momento.
Dois limites, ditos já: o retorno conta só a variação do preço (sem dividendos, comissões nem impostos) e é calculado na moeda de cada empresa, sem efeito de câmbio.
5. Quando uma empresa sai
Nenhuma empresa sai da lista por estar no vermelho, nem fica por estar no verde. Só sai depois de uma auditoria, que fazemos quando o retorno cai 20 % ou mais e sempre aos 12 meses da data de seleção. Se a auditoria mandar sair, a empresa passa para «Ativos selecionados e excluídos» e a razão explica-se na newsletter. Nada se apaga: os maus resultados ficam à vista.
Um exemplo: a NOS
A NOS é o segundo operador de telecomunicações português. Passou a triagem do negócio (saiu do grande ciclo de investimento em fibra e o dinheiro que lhe sobra cresceu). Só depois olhámos ao preço: a 19 de outubro de 2026, a 5,23 €, o preço pedia que o dinheiro por ação encolhesse 3,6% ao ano durante dez anos, quando a receita da empresa tinha crescido 2,4% ao ano em dez. Pedia claramente menos do que ela costuma entregar: Seleção Ouro. Nesse dia simulámos 1 000 € a 5,23 €, e é a partir daí que a página a acompanha.
6. Free until it's not
Esta plataforma e a newsletter mensal são grátis enquanto o projeto arranca. Mais tarde, passarão a depender de subscrição. Aproveita para perceberes se faz sentido para ti!
7. O que isto não é
Não é uma recomendação de investimento nem aconselhamento personalizado. Mostra-se um método de triagem e os resultados de quem por ele passou. Ler o aviso completo no fim da página da watchlist.